Timor

Daqui, donde clamo quero que tenhas,
Meu Velho Pai, a certeza que te amo,
Brado hoje, na esperança de que venhas,
Em afogo, n'angústia com que te chamo.

Neste meu pranto espero contigo contar,
A libertar-me da corja de malfeitores,
Que em mim, fazem só disseminar
As maiores atrocidades e horrores.

Vem… Meu velho amigo Portugal,
Acudir ao meu profundo clamor,
Para afastar esta praga infernal.

Neste transe de martírio e de dor,
Protege com teu vigor paternal,
Este filho, que tem por nome Timor!…


Euclides Cavaco