Indelével Saudade

Poema e voz de Euclides Cavaco

Eu choro nos meus versos a saudade 
Que é dos ausentes a eterna companheira 
Como parte do seu ser que sempre há-de 
Ser uma angústia que alimenta a vida inteira. 
  
Deixei chorar minha caneta de amargura 
Porque sentiu do seu poeta a emoção 
Viu que as palavras nada tinham de loucura 
Eram ditadas dum plangente coração... 
  
E a caneta vai chorando em cada dia 
Da minha mão sentindo a fragilidade 
Porque ela entende dum ausente a agonia!... 
  
São os meus versos portadores dessa ansiedade 
Feita palavra...É filha da nostalgia 
À qual nós demos o nome de Saudade !... 

Euclides Cavaco