Encantos do Tejo

Poema e voz de Euclides Cavaco


Nas águas tranquilas do meu Tejo
Se espelha esta Lisboa deslumbrante
E memórias das naus que já não vejo
Donde Gama segue a rota do Infante.

Tejo meu em segredo sussurrando
Recordando o Velhinho do Restelo
Na voz dum nobre Povo murmurando
De cada ente o medo de perdê-lo.

És glória do presente e do passado
Teu leito é um cenário de emoções
Onde mergulha alegre o nosso fado.

Quais Ninfas já inspiraram Camões
De Lisboa és eterno namorado
Mas atrais muitos outros corações!...

 

 Euclides Cavaco