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Ciúme

Poema e voz de Euclides Cavaco



Ciúme é um devaneio
De quem ama e tem receio
Da incerteza de amor
É no peito de quem ama
A mais ateada chama
Que se consome na dor.

Só quando não há firmeza
O amor perde a beleza
Como a rosa seu perfume
Quando há amor de verdade
Se houver reciprocidade
Não há lugar prò ciúme.

Dizem que o ciúme é cego
E levado por seu ego
De quase tudo é capaz
Diz do povo a sensatez
Que o ciúme talvez
É obra de Satanás .

Eu não sei porque razão
Existe esta emulação
Que a um nada se resume
Sem ter razão de existir
Se nada logra atingir
Maldito seja o ciúme !…


Euclides Cavaco