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Balada do Tempo

Poema e voz de Euclides Cavaco

 

 O tempo passa tão breve
Quase como um sonho leve
Fugindo sempre veloz.
Sem nunca ter sintonia
Sua profunda ironia
Faz calar a nossa voz.

E marca de solidão
A quem viveu e que não
Da vida tirou partido.
Que o tempo deixou passar
Sem sequer realizar,
Que viveu sem ter vivido.

Sempre a correr apressado
Nunca quis ter desvendado
O lugar onde se esconde .
Não revela os seus segredos
E escorrega-nos dos dedos
Fugindo não sei p'ra onde.

Tempo ingrato e sem idade
De eterna fugacidade
Agitado e pertinaz.
Tudo em nada desvanece
E lesto desaparece
Sem sequer olhar p'ra trás!…


Autor: Euclides Cavaco