A V A R E Z A
Poema e voz de Euclides Cavaco
Nunca vê o avarento
Nos outros um seu irmão
Tem falta de sentimento
E de humana compaixão.
Vive bem e com fartura
Em opulenta riqueza
Mas não sente a desventura
De quem não tem pão na mesa.
Há muitos necessitados
Que mendigam com tristeza
Quantas vezes confrontados
P'la pertinaz avareza.
Esta injusta indiferença
Que não faz nenhum sentido
É quase como doença
Sem remédio conhecido.
Quem tem a barriga cheia
E muitos banquetes come
Quase nunca liga meia
Aos pobres que passam fome.
O avarento egoísta
Na vida não tem amigos
Nada tem de altruísta
Euclides Cavaco