Saudades do meu berço, hoje lembrança,
Da doce infância, desse tempo então sagrado,
Em que tinha minha mãe, eterna esperança …
A embalar com ternura, o filho amado!...

Ensinou-me com afago e docemente,
O seu saber, num universo cristalino,
Puras lições que ainda leio no presente,
Oriundas do meu berço matutino!…

Aprendi nessa candura em sonho ledo,
A sorrir ao que a vida tem de belo …
Arrostando o iníquo mundo sem ter medo.

Recordo agora saudoso…e em segredo,
Meu leito de criança mui singelo,
Que minha alma chorou...perder tão cedo!...

Autor: Euclides Cavaco