Eu choro nos meus versos a saudade

Que é dos ausentes a eterna companheira

Como parte do seu ser que sempre há-de

Ser uma angústia que alimenta a vida inteira.

 

Deixei chorar minha caneta de amargura

Porque sentiu do seu poeta a emoção

Viu que as palavras nada tinham de loucura

Eram ditadas dum plangente coração...

 

E a caneta vai chorando em cada dia

Da minha mão sentindo a fragilidade

Porque ela entende dum ausente a agonia!...

 

São os meus versos portadores dessa ansiedade

Feita palavra...É filha da nostalgia

À qual nós demos o nome de Saudade !...

 

Euclides Cavaco