Dizem, que o fado é filho,
Da noite escura, sem brilho
E mora num bairro antigo.
Mas ninguém, sabe a razão,
Se foi destino, ou condão,
De ali procurar abrigo.
Só quando a noite acontece,
À média luz aparece,
P'la guitarra acompanhado.
Companheira que também,
Lhe imprime, o valor que tem,
Quando se exibe a seu lado.
E a quem na noite o procura,
Encontra nele ternura,
No seu silêncio e magia.
Sem vaidade e recatado,
É esta a estirpe do fado,
Puro e cheio de nostalgia.
Teve berço português,
Muito nosso, mas talvez…
Tem fulgente afinidade,
É da noite, filho errante,
A guitarra, é sua amante
E é irmão da saudade !…