Quão loucos são os poetas,
Há quem diga vulgarmente,
Por verem como os profetas,
Os transes que a alma sente!…

Penetram na Natureza,
Vagueiam pelo Universo,
Dão alegria à tristeza…
E da prosa fazem verso!…

Ao desaire cantam palma
E dão brilho à noite escura,
Na Guerra tréguas e calma.

Do ódio geram ternura!…
Poesia é a voz da alma…
E nada tem de loucura!…

Autor: Euclides Cavaco

Fado nesta página / Autor: Euclides Cavaco, Intérprete: Mário Jorge